Na Secretaria de Estado de Educação do DF, mulheres são maioria. A auxiliar de serviços gerais, Josicleide da Silva, encontrou nas crianç...
Na Secretaria de Estado de Educação do DF, mulheres são maioria. A auxiliar de serviços gerais, Josicleide da Silva, encontrou nas crianças o amor pela educação | Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF.
Histórias de dedicação mostram o trabalho das 22 mil servidoras nas escolas da rede pública de ensino.
No Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8), histórias de dedicação ajudam a mostrar a força da presença feminina na educação pública do Distrito Federal. Na rede da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), mulheres são maioria entre os profissionais e também ocupam grande parte dos cargos de liderança. Neste texto, vamos contar histórias de profissionais como Josicleide da Silva, que contribui diariamente para o cuidado com o ambiente escolar, e a supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes, que há mais de duas décadas atua na formação de estudantes.
A pernambucana Josicleide da Silva chegou em Brasília ainda criança, com apenas três anos de idade, acompanhando a família em busca de melhores oportunidades. Hoje, aos 47 anos e moradora do Sol Nascente, ela construiu sua vida no Distrito Federal, onde estudou em escola pública e criou o filho, atualmente com 29 anos.
❝A educação pública do DF é construída diariamente pelo trabalho e pela dedicação de milhares de mulheres que contribuem para garantir um ambiente acolhedor e uma educação de qualidade para nossos estudantes."
- Hélvia Paranaguá, secretaria de Educação do DF
Há algum tempo, a profissional atua como auxiliar de serviços gerais na Escola Classe (EC) 314 Sul e destaca o orgulho que sente em contribuir para o ambiente escolar. Para ela, o cuidado com o espaço também faz parte do processo educativo.
“Eu tenho muito orgulho do meu trabalho. A gente sabe que a limpeza da escola é importante para que os alunos se sintam bem e acolhidos. As crianças chegam, veem tudo organizado, limpinho, e isso faz diferença. Para mim também é muito especial estar ali todos os dias. No ano passado, eu perdi meu esposo, e o carinho das crianças e o apoio da escola me ajudaram muito a seguir em frente.”
Rosicleide também explica que apesar das dificuldades que muitas mulheres enfrentam ao longo da vida, é possível seguir em frente com coragem e determinação. Ela finaliza homenageando suas colegas de trabalho Stefani Graf de Jesus, Raimunda Almeida da Silva e Celma Lopes do Santos.
“A mulher, às vezes, pensa que não vai conseguir superar as dificuldades da vida, mas consegue sim. Quero que todas as mulheres acreditem em si mesmas, em especial, as minhas colegas de trabalho. Que vocês sejam guerreiras e consigam vencer todos os obstáculos da vida! Feliz Dia das Mulheres!”
Presença feminina na rede
A Secretaria conta atualmente com um quadro de 22.431 servidoras em atividade, o que representa 68,51% do total de profissionais da rede, que somam 32.742 servidores. A presença feminina também é predominante nos cargos de liderança. Dos 4.474 cargos comissionados existentes na Secretaria, 2.977 são ocupados por mulheres, o equivalente a 66,54% das funções.
Para a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, a presença feminina é fundamental para o funcionamento e o desenvolvimento da rede pública de ensino. “A educação pública do Distrito Federal é construída diariamente pelo trabalho e pela dedicação de milhares de mulheres que atuam nas escolas e nas unidades administrativas. São profissionais que contribuem para garantir um ambiente acolhedor e uma educação de qualidade para nossos estudantes.”
Um feito histórico para a educação no DF foi a nomeação da secretária Hélvia Paranaguá, na segunda-feira (02), para a presidência do Conselho Nacional de Educação. A conquista, justamente no início desse novo ciclo, reforça o papel do DF no cenário educacional brasileiro e amplia a sua participação nas decisões que impactam diretamente as políticas públicas da área, destacando, mais uma vez, a presença e a liderança feminina em cargos de liderança.
É a primeira vez que Brasília passa a liderar o conselho, com a transferência da presidência do colegiado para a secretária de Educação do DF, Hélvia Paranaguá | Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF.
Paixão por ensinar
Outra história que representa a presença feminina na educação pública é a da supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes. Com 23 anos dedicados à educação, sendo dez deles na SEEDF, ela construiu sua trajetória movida pela paixão de ensinar. Formada em Pedagogia e com início no magistério, Fernanda conta que o interesse pela área surgiu ainda na infância, quando já demonstrava afinidade com o universo das crianças. Embora esteja fora da sala de aula há cerca de três anos, ela lembra com carinho da convivência diária com os estudantes.
“Eu sempre fui apaixonada por crianças. Fiz magistério e depois segui para a Pedagogia, e esse caminho foi se confirmando ao longo da minha trajetória. O contato com os alunos é muito gratificante, porque acompanhamos o crescimento deles.”
Para a servidora, a forte presença feminina na educação tem raízes históricas e culturais. “A presença majoritária de mulheres na educação, principalmente nas séries iniciais, tem muito de histórico e cultural. Durante muito tempo, a professora foi associada ao papel de cuidadora, algo próximo da figura da ‘tia’. Muitas mulheres entraram na área ainda na época do magistério, quando nem era exigido o ensino superior, e essa característica acabou mantendo-se ao longo dos anos.”
A supervisora pedagógica Fernanda Lopes Fernandes construiu sua trajetória na educação movida pela paixão de ensinar | Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF.
A educadora também falou sobre os desafios da educação, que fazem parte da rotina nas escolas. “Um dos grandes desafios hoje é que muitas famílias acabam terceirizando para a escola responsabilidades que antes eram mais presentes dentro de casa, como ensinar valores, respeito e convivência. Isso torna o trabalho ainda mais complexo, porque além de ensinar os conteúdos, também precisamos educar para a vida.”
Mesmo diante das dificuldades, Fernanda afirma que a motivação continua sendo o impacto da educação na vida dos estudantes. “O que me motiva todos os dias é saber que estamos ajudando a formar pessoas. A educação tem esse poder de transformar vidas, e acompanhar o desenvolvimento das crianças é algo que dá sentido ao nosso trabalho.”, concluiu.
Da redação do Portal de Notícias, com a fonte da Ascom/SEEDF

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