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Goiás começa a oferecer subsídios para o diesel com o objetivo de controlar a elevação nos preços.

  Estado vai dividir com a União custo de R$ 1,20 por litro; impacto estimado chega a R$ 107 milhões até maio                               ...

  Estado vai dividir com a União custo de R$ 1,20 por litro; impacto estimado chega a R$ 107 milhões até maio

                                                                Foto: Secom Goiás
O governo de Goiás formalizou nesta sexta-feira (17) a adesão ao regime emergencial criado pelo governo federal para conter a alta do diesel no país. A iniciativa prevê a concessão temporária de subsídio ao combustível, em meio à pressão dos preços internacionais do petróleo.

O termo foi assinado pelo governador Daniel Vilela e integra o Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis, instituído por medida provisória no início de abril e regulamentado por decreto federal.

Pelas regras, será concedida uma subvenção de R$ 1,20 por litro de óleo diesel, com divisão igual entre União e estados — R$ 0,60 para cada. No caso de Goiás, o impacto estimado é de até R$ 107,2 milhões até 31 de maio, segundo cálculos da Secretaria da Economia.

O repasse estadual será feito por meio de retenção automática no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), conforme previsto no termo de adesão e em linha com a regulamentação federal.

A decisão ocorre em meio à volatilidade do mercado internacional de petróleo, influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção global, é apontado como um dos fatores de pressão sobre os preços.

Internamente, o governo goiano avalia que o encarecimento do diesel tem efeito direto sobre custos logísticos e cadeias produtivas, sobretudo nos setores de transporte e agropecuária, altamente dependentes do modal rodoviário.

Em declarações públicas, o governador afirmou que a adesão busca amortecer os impactos para consumidores e empresas, além de preservar a previsibilidade econômica no estado. A medida, segundo ele, tem caráter excepcional e temporário.

A adesão já havia sido antecipada por Vilela no fim de março, durante sua posse, após articulações com integrantes da equipe econômica do governo federal. A expectativa é de que o subsídio ajude a conter reajustes no curto prazo, enquanto persistirem as instabilidades no cenário externo.

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