Foto: Divulgação/SES-DF BRASÍLIA – O Centro de Atenção Psicossocial Infantil de Taguatinga (CAPSi) completou 13 anos de funcionamento ...
BRASÍLIA – O Centro de Atenção Psicossocial Infantil de Taguatinga (CAPSi) completou 13 anos de funcionamento nesta terça-feira (19), consolidando-se como referência no atendimento psicossocial infanto-juvenil no Distrito Federal. A comemoração, realizada nas dependências da unidade, reuniu servidores, usuários e familiares em uma programação que uniu reflexão social, integração e atividades recreativas.
A celebração ganha um relevo ainda maior por acontecer logo após duas datas de extrema relevância para a garantia de direitos e proteção da infância no país: o Dia Nacional da Luta Antimanicomial e o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, ambos lembrados em 18 de maio.
Protagonismo e debate social
Longe de ser apenas uma festa comemorativa, o evento teve como pilares o fortalecimento da cidadania e a inclusão. A abertura das atividades contou com uma assembleia de usuários — espaço deliberativo que o CAPSi realiza a cada dois meses para integrar a comunidade nas decisões da unidade.
"É o espaço em que a comunidade tem voz, inclusive, para decidir, em conjunto com a gente, como serão as nossas atividades", destaca a gerente do CAPSi Taguatinga, Glaucia Figueiredo. Segundo ela, a proposta central é estimular o protagonismo do indivíduo na sociedade e assegurar um modelo de cuidado aberto e participativo.
Aproveitando o gancho das efemérides nacionais do dia anterior, a equipe multiprofissional da unidade conduziu uma roda de conversa com as famílias presentes. Foram debatidos temas cruciais sobre a conscientização e o enfrentamento à violência sexual contra menores e a importância do tratamento em liberdade e humanizado, preceito fundamental da Reforma Psiquiátrica.
O impacto no cotidiano das famílias
Para além dos debates formativos, o pátio da unidade foi tomado por dinâmicas e brincadeiras conduzidas por uma equipe de animadores, garantindo momentos de leveza e descontração para o público infantil. O evento contou com o apoio essencial de parceiros locais.
O reflexo desse trabalho integrado se traduz no alento de quem vivencia o serviço diariamente. Mãe de dois usuários atendidos na instituição — Lara, de 14 anos, e Rodrigo, de 11 —, a comerciante Thais Butrago, de 36 anos, relembra o impacto do acolhimento na rotina da família:
"Cheguei aqui muito fragilizada, com uma demanda muito difícil de lidar, que eu não sabia mais o que fazer, e eles me acolheram muito bem. Então, eu só tenho o que agradecer e desejar que o serviço continue e cresç
a muito mai s", desabafa a moradora da região.
Como funciona o atendimento
O CAPSi atua sob a lógica do território e de portas abertas, atendendo tanto por demanda espontânea (procura direta) quanto por encaminhamentos da rede de saúde — como as Unidades Básicas de Saúde (UBS) — ou da rede de assistência social e proteção.
O foco da unidade é o atendimento a crianças e adolescentes que apresentam sofrimento mental grave e persistente, além daqueles que fazem uso prejudicial de substâncias psicoativas.
| Informações de Serviço | Detalhes |
| Área de abrangência | Taguatinga, Águas Claras, Vicente Pires e Ceilândia |
| Horário de funcionamento | Segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h (Nota: Não há acolhimento nas manhãs de terça-feira e em feriados) |
| Documentação necessária | Identificação do responsável, documento da criança/adolescente e comprovante de residência |
| Equipe técnica | Multiprofissional (Psicólogos, enfermeiros, médicos, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e técnicos) |
Ao completar mais um ano de história, a unidade reafirma o compromisso de que cuidar da saúde mental infantojuvenil não é isolar, mas sim construir pontes para que essas crianças e adolescentes ocupem, com dignidade, os seus lugares de direito na sociedade.
Por Carlindo Medeiros é Jornalista Editor do Portal
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Da redação do Portal de Notícias Pop News

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